CURSOS TÉCNICOS À DISTÂNCIA

sábado, 6 de junho de 2015

EQUIPAMENTOS SUBMARINOS PARA EXTRAÇÃO DE PETRÓLEO


Ao longo de sua história, a Petrobras tem desenvolvido e aplicado soluções tecnológicas cada vez mais sofisticadas no ramo de engenharia submarina. São mais de quarenta anos de produção no mar, em lâminas d´água cada vez mais profundas, que exigiram a utilização dos mais modernos equipamentos offshore. O papel da engenharia submarina foi decisivo para desenvolver os inúmeros projetos de produção da companhia, que envolvem não só as atividades de operação, como também instalação e manutenção.
Abaixo, podemos conhecer um pouco mais sobre esses equipamentos, que, ao lado de novas tecnologias desenvolvidas ao longo dos anos, permitem à Petrobras destacar-se mundialmente na exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra profundas.

Árvore de Natal Molhada (ANM)
A ANM é um equipamento instalado na cabeça do poço submarino, composto de um conjunto de conectores e válvulas que permitem controlar o fluxo dos fluidos produzidos ou injetados no poço. É projetado para suportar elevadas pressões e temperaturas do poço (além de elevadas pressões e baixas temperaturas ambientes). Pode ser instalada com suporte de mergulhadores em profundidade de até 300m ou, em águas profundas e ultra profundas, com auxílio de um veículo de operação remota (ROV).
O nome árvore de natal tem origem na década de 1930, quando moradores de províncias petrolíferas norte-americanas fizeram a associação do equipamento coberto de neve com um pinheiro natalino. Com a descoberta de petróleo no fundo do mar, o equipamento foi adaptado às novas condições e passou a ser chamado de árvore de natal molhada ou ANM, muito utilizada em sistemas de produção offshore.

Manifold
Outro tipo de equipamento importante que pode estar presente no layout submarino são os manifolds, equipamentos que conjugam a produção de dois ou mais poços. De forma geral, são conjuntos de válvulas e assessórios que permitem a manobra e junção das correntes produzidas pelos poços, formando uma única corrente em direção à Unidade de Produção. Os manifolds podem também ser utilizados para permitir que um grupo de poços compartilhem sistemas de injeção de água e gás-lift.
De forma mais objetiva e simplificada, eles servem para o direcionamento da produção de vários poços às unidades de produção e também para distribuir fluidos destas para serem injetados nos poços. Como agrupam os fluidos produzidos por poços, os manifolds ajudam a reduzir o número de linhas conectadas à plataforma, além de reduzir o comprimento total das linhas de interligação de poços usados num sistema de produção.

Linhas flexíveis e risers
Linhas flexíveis e risers são os dutos que conduzem os fluidos produzidos pelo poço para unidades de produção. Podem também ser utilizados para interligação de uma unidade a outra, para injeção ou descarte de fluidos em reservatórios ou para a exportação da produção em terra.
Os dados ou linhas flexíveis apresentam formato tubular e são constituídos de diversas camadas de materiais metálicos e não-metálicos, cada qual com função específica. Os dutos flexíveis possuem em suas extremidades acessórios denominados “conectores” e são empregados em todo sistema submarino de coleta e escoamento, ligando as árvores de natal molhadas a manifolds ou risers.
Já os riseres, são os trechos suspensos das tubulações que interligam as linhas de produção submarinas (oriundas de uma árvores de natal molhada ou manifold) às plataformas. Podem também ser utilizados para conduzir fluidos da superfície até o leito marinho, como os risers de injeção e de exportação. Os risers podem ser flexíveis ou rígidos.

Umbilicais e Equipamentos de Interligação
Além dos equipamentos descritos acima, outros também compõe os arranjos submarinos dos sistemas de produção. Dois exemplos são os equipamentos de interligação do tipo PLET e PLEM, além dos umbilicais eletro-hidráulicos.
Os equipamentos de interligação PLET (Pipeline End Termination) são equipamentos instalados na extremidade de um trecho rígido a fim de permitir a interligação entre este e outro duto flexível. Já os do tipo PLEM (Pipeline End Manifold), são instalados na extremidade de um trecho de duto a fim de permitir a interligação entre este e um ou mais trechos de dutos.
Os umbilicais eletro-hidráulicos são constituídos por um conjunto de mangueiras e cabos elétricos, utilizados para operar remotamente equipamentos e válvulas submarinas, injetar produtos químicos e monitorar parâmetros operacionais (temperatura e pressão) de poços.

Equipamentos de interligação tipo PLEM e PLET
Os PLETs (Pipeline End Termination) são equipamentos que possibilitam a interligação submarina entre dutos rígidos e dutos flexíveis ou entre um duto e um equipamento submarino.
Os PLEMs (Pipeline End Manifold) são instalados na extremidade de um trecho de duto, permitindo sua interligação com outros trechos de dutos.


Interligação de Plataformas
 Fonte: Petrobras

quinta-feira, 4 de junho de 2015

9 REGRAS DA ETIQUETA CORPORATIVA QUE VOCÊ PRECISA SEGUIR

Não basta você ter boa formação e estar bem preparado para fazer o seu trabalho. Quem quer crescer na carreira precisa também estar pronto para representar a empresa, seja no modo de falar, de vestir ou de se relacionar com os colegas. A consultora empresarial Cynthia Cunha listou nove regras de etiqueta corporativa que todo profissional precisa seguir, mas que ainda geram muitos escorregões por aí…
1 – Gentileza não tem a ver com hierarquia. A consultora garante que (infelizmente) é muito comum encontrar funcionários extremamente educados e simpáticos com o chefe e não tão afáveis com os que estão abaixo na hierarquia da empresa, incluindo sua própria equipe e também quem faz aquele café delicioso, cuida da limpeza do escritório e recebe os clientes. Desejar “Bom dia” (dizer por favor, obrigado…) para a copeira, ou auxiliares de serviços gerais com o mesmo entusiasmo e a mesma gentileza que empenha na conversa com o chefe é essencial.
2 – Ambiente impróprio para explosões. Nada justifica uma explosão de nervos no ambiente profissional. NADA, ok? Não importa que você esteja cheio de problemas pessoais, lotado de coisas para fazer, com metas impossíveis para cumprir e ainda receba, logo cedo, uma bomba para desarmar até a hora do almoço. Respire fundo e controle-se. “Explosões não têm espaço no trabalho e ninguém é obrigado a conviver com isso”, diz Cynthia. E tem mais. Ela garante que pessoas birrentas, choronas e reclamonas são as primeiras a receber cartão vermelho.
3 – Decotão traiçoeiro. Bom senso, por favor, antes que isso acabe com sua imagem profissional. “Os homens não trabalham porque perdem a concentração e as mulheres porque querem saber quantos mililitros a colega colocou lá”, brinca Cynthia.
4 – Micos tecnológicos. É simples assim: não pode atender celular durante a reunião, não pode nem deixar o celular tocar (deixe em silencioso e, se realmente for uma urgência, saia rapidamente para atender), não pode enviar piadas, correntes, orações para os colegas da empresa, não pode mandar bom dia para o grupo do WhatsApp às 7 horas da manhã (de preferência, nem mais tarde), não pode deixar de retornar emails (nem que seja para dizer que recebeu e logo vai responder)... A lista aqui é longa.
5 – Beijinhos forçados. Excesso de intimidade também pega muito mal no trabalho. A etiqueta corporativa manda não forçar a mão dando beijinhos em todas as pessoas da sua área todos os dias pela manhã. Guarde isso para ocasiões como aniversários, confraternizações ou comemorações, se for o caso.
6 – Olha a boca, menino(a)! Palavrões e gírias são tão inadequados quanto voz alta e xingamentos. É óbvio, mas não custa lembrar.
7 – Críticas e elogios. A etiqueta para esses dois casos é a seguinte: críticas são feitas em particular e elogios podem ser feitos em público.
8 – Pontualidade também é educação. É fato que, no Brasil, os atrasos são muito tolerados. É fato também que quem trabalha em grandes centros e sofre com o trânsito muitas vezes tem dificuldade para se programar, mas é importante ser pontual tanto no horário de chegada ao trabalho quanto nas reuniões, nos encontros e em todos os compromissos ligados à empresa.

9 – Passar a perna no chefe na frente do chefe dele. “Acontece muito de alguém querer aparecer contestando o chefe durante uma reunião em que também estão presentes os níveis mais altos da hierarquia”, conta Cynthia. A dica é: não faça isso porque você vai queimar mais o seu filme do que o do seu chefe. Além, é claro, de inviabilizar a relação de confiança que você poderia ter com ele.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

IRATA: TRABALHO EM ALTURA NO OFFSHORE – COM VÍDEOS

A IRATA – Rope Access Trade Association – foi criada no Reino Unido em 1988 e seu número de filiados tem aumentado para incluir filiados do Brasil, França, Itália, Espanha, Alemanha, China, África do Sul, Irã, Malásia e muitos outros países do mundo.

Originalmente formada para resolver problemas de manutenção na indústria de extração de petróleo e gás em alto mar, a técnica de acesso por corda desenvolvida pela IRATA é agora usada numa vasta série de trabalhos de reparação, manutenção, inspeção e acesso. Dado que fornece um registro de segurança sem paralelo, um intervalo de tempo rápido de instalação e desmontagem, vantagens positivas para o ambiente e não requere a necessidade de equipamento de acesso invasivo ou de perturbação do local, a popularidade do sistema de acesso por corda da IRATA continua aumentando em todo o mundo.
O objetivo da IRATA é promover e desenvolver o sistema seguro de acesso por corda que criou, apoiar suas empresas filiadas e permitir que seus técnicos trabalhem de uma forma segura e eficaz. Todas as empresas filiadas da IRATA devem cumprir com qualificações específicas para poderem entrar e serem submetidas a auditorias regulares e independentes para assegurar que cumpram com os requisitos da IRATA de segurança, treinamento, práticas de trabalho e garantia de qualidade.
Esse vídeo foi feito com uma GoPro à bordo da auto-elevável West Leda, da Seadrill. É isso que se vê quando uma GoPro vai IRATA em plataforma. Aproveitem. “Feche os olhos e a sensação vai passar
Sonda West Leda, da Seadrill
Vídeo 1 - GoPro Rope Access at Seadrill West Leda Jackup Rig Offshore
A sonda West Leda é uma auto-elevável de 375pés gerenciada pela Seadrill. Esta sonda premium está classificada para perfurações de até 30.000pés e pode acomodar uma tripulação de aproximadamente 120 pessoas.
A sonda foi construída num design tipo BM Pacific 375 pelo estaleiro PPL em Singapura. A construção da auto-elevável ficou estimada em aproximadamente $ 215 milhões e foi entregue em 2010.
Vídeo 02 - FMS (M) Sdn Bhd : Offshore Abseiling – Lifeboat Inspection at ExxonMobil Lawit Field

Ao invés de desabilitar a cápsula de evacuação colocando-a no deque para inspeção, os inspetores desceram de rapel para verificarem o sistema do bote salva-vidas. Esse método reduz drasticamente os custos e o tempo de operação da inspeção para o cliente, sendo essa inspeção obrigatória a cada 5 anos pelo IMO/SOLAS.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Consórcio TTP-76 (Techint / Technit) retoma construção da P-76, contratações deverão chegar a um pico de 2.300 empregos – VEJA AS VAGAS EM ABERTO!

Consórcio TTP-76 (Techint / Technit) retoma construção da P-76, contratações deverão chegar a um pico de 2.300 empregos – VEJA AS VAGAS EM ABERTO!

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE EPI EPC e RISCOS AMBIENTAIS

1- Qual é o conceito de Higiene do Trabalho?

R- É a ciência e a arte dedicada ao reconhecimento, avaliação e ao controle de riscos.


2- Quais são os 4 fundamentos básicos da Higiene do Trabalho?

R- Antecipação, reconhecimento, avaliação e controle.

3- Explique os 4 pontos (antecipação, reconhecer, avaliação e controle) que fundamentam a Higiene  do Trabalho.
  • Antecipar: Visa a detecção precoce de fatores de riscos ligados a agentes ambientais;
  • Reconhecer: Deve ter conhecimento prévio dos agentes do ambiente do trabalho, ou seja, saber reconhecer os riscos presentes nos processos de trabalho, operações, etc.
  • Avaliar: Poder emitir um juízo de tolerabilidade sobre uma exposição a um agente ambiental.
  • Controlar: Adotar medidas/ realizar ações específicas de controle, como projetos/ Intervir sobre operações/ Definir ações de controle no t.

4- De que forma podemos classificar os riscos ambientais?
  1. Físicos;
  2. Químicos;
  3. biológicos;
  4. Ergonômicos;
  5. De acidentes.

5- Marque V (verdadeiro) ou F (falso) nas opções abaixo:

(F) Os riscos ambientais são agentes, elementos ou substâncias que não estão presentes nos locais.

(V) Os riscos ambientais podem afetar o trabalhador a curto, médio e longo prazo.

(V) Os riscos ambientais são classificados quanto a sua natureza, sendo eles físicos, químicos,
etc...

(V) São riscos físicos: vibraçõs, radiaçõesionizantes e não ionizantes, temperaturas extremas e umidade.

(F) Não são riscos biológicos: bacilos, bactérias, fungos, parasitas, vírus, protozoários.


6- Cite os 5 riscos químicos: (pedido 5, mas resposta com mais...)
  • Poeiras;
  • Fumos metálicos,
  • névoas;
  • neblinas;
  • gases e vapores;
  • substâncias/compostos ou produtos químicos.

7- Cite os 5 riscos biológicos:
  • Vírus;
  • Bactérias;
  • bacilos;
  • fungos;
  • protozoários;

8- Cite os riscos físicos:
  • Ruídos,
  • vibrações;
  • calor/frio (temperaturas extremas);radiação;
  • umidade;
  • pressões anormais.

9- Cite os riscos Ergonômicos:
  • Esforço físico interno;
  • trabalho em turno ou noturno;
  • jornada prolongada de trabalho;
  • monotonia;
  • situações causadoras de "estresse";
  • imposição de ritmos excessivos.

10- Cite os riscos de acidente de trabalho:
  • Arranjo físico inadequado;
  • iluminação inadequada;eletricidade;
  • animais peçonhentos; 
  • probabilidade de explosão.

11- Comente sobre as consequências de qualquer risco ambiental existente:
  • Risco Ergonômico: Cansaço, dores musculares, HAS, DM, libido (-), etc.
  • Risco de acidentes: Acidentes graves e de profissionais.
  • Acidentes biológicos: Vírus (hepatite), Bactérias (hanseníase, Bk), etc.
12- Mapa de Riscos - O que é? Objetivos? Quem elabora?
  • Apresentação gráfica do reconhecimento dos riscos existentes no local de trabalho.
  • Reunir as informaçõs necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho, na empresa;/ estimular a participação nas atividades de prevenção (trabalhadores).
  • CIPA /SESMT; trabalhadores (imprescindível a participação devido ao conhecimento da área e envolvimento com os riscos).
13- No seu entendimento, o que é limite de tolerância?,

R- Concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à saúde do trabalhador durante a sua vida laboral.


14- De acordo com a NR15, qual o limite de tolerância para o ruído contínuo para um empregado que trabalha 8 horas diárias?

R- 85 decibéis.

15 - Cite duas consequências provocadas pela exposição ao ruído:

R- Perda da audição/ perda auditiva temporária/ ruptura do tímpano.



terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

NBR 14.280 - ESPECIFICIDADES DO ACIDENTE - CLASSIFICAÇÕES

Atual norma para descrição e cadastro de acidentes, a NBR 14.280 fixa critérios para: o registro, comunicação, estatística, investigação e análise de acidentes do trabalho e; suas causas e consequências, aplicando-se a quaisquer atividades laborativas.
Nela adotaram-se conceitos e definições com vistas a aumentar a eficiência do trabalho preventivo, pela fixação de uma linguagem uniforme entre os que analisam os acidentes, caracterizando suas causas e consequências, procurando-se fazer dela, mais do que objeto de simples registro de suas consequências, um instrumento de pesquisa das causas do acidente. Alguma dessas definições e conceitos é o que vamos descrever aqui completamente baseado na NBR 14.280 – deixando um estudo mais aprofundado para um futuro treinamento que poderá vir implementado das avaliações qualitativas e quantitativas cujo conhecimento do que transcrevo a seguir é de suma importância.
Há sempre um acidente pessoal entre o acidente impessoal e a lesão
Acidente - inclui tanto ocorrências que podem ser identificadas em relação a um momento determinado quanto, ocorrências ou exposições contínuas ou intermitentes, que só podem ser identificadas em termos de período de tempo.

Lesão - inclui tanto lesões traumáticas e doenças, quanto efeitos prejudiciais mentais, neurológicos ou sistêmicos, resultantes de exposições ou circunstâncias verificadas na vigência do exercício do trabalho.

Definições
Acidente do trabalho: ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o exercício do trabalho, de que resulte ou possa resultar lesão pessoal.
Acidente sem lesão: acidente que não causa lesão pessoal. 
Acidente de trajeto: acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do empregado, desde que não haja interrupção ou alteração de percurso por motivo alheio ao trabalho.
Acidente impessoal: acidente cuja caracterização independe de existir acidentado, não podendo ser considerado como causador direto da lesão pessoal.
Acidente inicial: acidente impessoal desencadeador de um ou mais acidentes.

Espécie de acidente impessoal (espécie): caracterização da ocorrência de acidente impessoal de que resultou ou poderia ter resultado acidente pessoal.
Acidente pessoal: acidente cuja caracterização depende de existir acidentado.

Tipo de acidente pessoal (tipo): caracterização da forma pela qual a fonte da lesão causou a lesão.
Agente do acidente (agente): coisa, substância ou ambiente que, sendo inerente à condição ambiente de insegurança, tenha provocado o acidente.

Fonte da lesão: coisa, substância, energia ou movimento do corpo que diretamente provocou a lesão.
Causas do acidente
Fator pessoal de insegurança (fator pessoal): causa relativa ao comportamento humano, que pode levar à ocorrência do acidente ou à prática do ato inseguro.
Ato inseguro: ação ou omissão que, contrariando preceito de segurança, pode causar ou favorecer a ocorrência de acidente.
Condição ambiente de insegurança (condição ambiente): condição do meio que causou o acidente ou contribuiu para a sua ocorrência.
Consequências do acidente
Lesão pessoal: qualquer dano sofrido pelo organismo humano, como consequência de acidente do trabalho.
Natureza da lesão: expressão que identifica a lesão, segundo suas características principais.

Localização da lesão: indicação da sede da lesão.
Lesão imediata: lesão que se manifesta no momento do acidente.
Lesão mediata (lesão tardia): lesão que não se manifesta imediatamente após a circunstância acidental da qual resultou.
Doença do trabalho: doença decorrente do exercício continuado ou intermitente de atividade laborativa capaz de provocar lesão por ação mediata.
Doença profissional: doença do trabalho causada pelo exercício de atividade específica, constante de relação oficial.
Morte: cessação da capacidade de trabalho pela perda da vida, independentemente do tempo decorrido desde a lesão.
Lesão com afastamento (lesão incapacitante ou lesão com perda de tempo): lesão pessoal que impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente ou de que resulte incapacidade permanente.
Lesão sem afastamento (lesão não incapacitante ou lesão sem perda de tempo): lesão pessoal que não impede o acidentado de voltar ao trabalho no dia imediato ao do acidente, desde que não haja incapacidade permanente.
Acidentado: vítima de acidente.


Incapacidade permanente total: perda total da capacidade de trabalho, em caráter permanente, sem morte. (Olhos, mãos, pés – dois dos seis pares).
Incapacidade permanente parcial: redução parcial da capacidade de trabalho, em caráter permanente que, não provocando morte ou incapacidade permanente total, é causa de perda de qualquer membro ou parte do corpo, perda total do uso desse membro ou parte do corpo, ou qualquer redução permanente de função orgânica.
Incapacidade temporária total: perda total da capacidade de trabalho de que resulte um ou mais dias perdidos, excetuadas a morte, a incapacidade permanente parcial e a incapacidade permanente total.
Dias perdidos: dias corridos de afastamento do trabalho em virtude de lesão pessoal, excetuados o dia do acidente e o dia da volta ao trabalho.
Dias debitados: dias que se debitam, por incapacidade permanente ou morte, para o cálculo do tempo computado.
Tempo computado: tempo contado em "dias perdidos, pelos acidentados, com incapacidade temporária total" mais os "dias debitados pelos acidentados vítimas de morte ou incapacidade permanente, total ou parcial".
Prejuízo material: prejuízo decorrente de danos materiais, perda de tempo e outros ônus resultantes de acidente do trabalho, inclusive danos ao meio ambiente.
Horas-homem de exposição ao risco de acidente(horas-homem): somatório das horas durante as quais os empregados ficam à disposição do empregador, em determinado período.

Taxa de frequência de acidentes: número de acidentes por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.
Taxa de frequência de acidentados com lesão com afastamento: número de acidentados com lesão com afastamento por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.
Taxa de frequência de acidentados com lesão sem afastamento: número de acidentados com lesão sem afastamento por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.
Taxa de gravidade: tempo computado por milhão de horas-homem de exposição ao risco, em determinado período.
Empregado: qualquer pessoa com compromisso de prestação de serviço na área de trabalho considerada, incluídos estagiários, dirigentes e autônomos.
Análise do acidente: estudo do acidente para a pesquisa de causas, circunstâncias e consequências.

Estatísticas de acidentes, causas e consequências: números relativos à ocorrência de acidentes, causas e consequências devidamente classificados.
Comunicação de acidente: informação que se dá aos órgãos interessados, em formulário próprio, quando da ocorrência de acidente.
Comunicação de acidente para fins legais: qualquer comunicação de acidente emitida para atender a exigências da legislação em vigor como, por exemplo, a destinada a órgão de previdência.
Comunicação interna de acidente para fins de registro: comunicação que se faz com a finalidade precípua de possibilitar o registro de acidente.
Registro de acidente: registro metódico e pormenorizado, em formulário próprio, de informações e de dados de um acidente, necessários ao estudo e à análise de suas causas, circunstâncias e consequências.
Registro de acidentado: registro metódico e pormenorizado, em formulário individual, de informações e de dados relativos a um acidentado, necessários ao estudo e à análise das causas, circunstâncias e consequências do acidente.
Formulários para registro, estatísticas e análise de acidente: formulários destinados ao registro individual ou coletivo de dados relativos a acidentes e respectivos acidentados, preparados de modo a permitir a elaboração de estatísticas e análise dos acidentes, com vistas à sua prevenção.
Cadastro de acidentes: conjunto de informações e de dados relativos aos acidentes ocorridos.

Custo de acidentes: valor do prejuízo material decorrente de acidentes.
Custo segurado: total das despesas cobertas pelo seguro de acidente do trabalho.
Custo não segurado: total das despesas não cobertas pelo seguro de acidente do trabalho e, em geral, não facilmente computáveis, tais como as resultantes da interrupção do trabalho, do afastamento do empregado de sua ocupação habitual, de danos causados a equipamentos e materiais, da perturbação do trabalho normal e de atividades assistenciais não seguradas.
Elementos essenciais: informações indispensáveis para as estatísticas e análise de acidentes do trabalho.
Na NBR 14.280, fora apresentada extensa classificação de elementos essenciais à análise e às estatísticas dos acidentes. Com a mesma temos todas as condições de efetuar os procedimento e classificações de acidentes para descrição em laudos, memoriais e no Cadastro de Acidente do Trabalho – CAT.
Em geral é o técnico em segurança laboral que estuda e analisa os ambientes de trabalho de sua empresa para certificar-se de que os riscos estejam sempre sobre controle.
Iniciativa criatividade e proatividade elevam o valor profissional de qualquer colaborador que se dispõe a antecipar-se e dispor-se ao que for necessário para elevar a Segurança Laboral de sua Organização.



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Estágios na Petrobras

Programa de Estágio - 2015

programa-de-estagios.jpg

O Processo de Recrutamento e Seleção de Estagiários destina-se ao preenchimento de vagas nos níveis médio, técnico e superior, em várias cidades do país. Haverá etapas de testes online - Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico e Conhecimentos Gerais -  entrevistas e exame admissional. O estágio tem duração de até dois anos.

estagios_etapas.jpg
Confira abaixo, no edital, a lista dos cursos e o conteúdo programático das provas online. O link do formulário de inscrição estará disponível nesta página a partir de 03 de fevereiro. Ao preenchê-lo, o candidato visualizará os detalhes das vagas compatíveis com o seu perfil, como remuneração, carga horária e local do estágio.
  • Inscrições: 03 a 26 de fevereiro de 2015
  • Provas online:28 de fevereiro e 01 de março de 2015
  • Remuneração: R$ 473,97 a R$ 1.853,27 - médio, técnico e superior
  • Resultado das provas online:09 de março de 2015
  • Edital:Download do arquivo
  • Instituição organizadora:Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE)